Um contingente enorme de jovens de todo o mundo bebem em crises de ingestão, a forma do beber mais associada a danos. Dados brasileiros confirmam esse perfil de uso do álcool entre universitários brasileiros que deram muito de seu sangue e suor para conquistar a cobiçada vaga na universidade.
Por esses dias de fevereiro, reiniciam-se as aulas nas inúmeras universidades de nosso país. É mais una vez preocupante perceber que gestores das instituições, familiares dos calouros e eles mesmos considerarem inevitável o repetido abuso a que serão submetidos. Tais abusos já produziram toda ordem imaginável de cenas degradantes e mesmo trágicas. Pelas nossas ruas, logo assistiremos a veteranos sorridentes submetendo os calouros ao pedido por dinheiro, que costuma ter como destino as cervejadas. Os calouros serão pressionados por seus novos pares a uma forte pressão em prol da ingestão de grandes quantidades de cerveja.
Para muitos, será o primeiro episódio de embriaguez da vida. Para alguns deles, o início de uma triste carreira no alcoolismo. A natureza sorteia a todo o momento novos dependentes de álcool. Não sabemos quem serão os próximos dentre os jovens a expressar sua tendência à dependência do álcool. Contudo, sabemos com grande margem de segurança que essas experiências no início da vida adulta são determinantes poderosos do que será uma triste carreira no alcoolismo. Tratem, queridos calouros, de questionar o que enganosamente parece ser inevitável e saudar, sem álcool, a chegada à vida adulta.
Fonte/ Créditos: ABEAD (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e de outras Drogas)
